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CONTACTOS
Alambi
Apartado 63
2584-909 Alenquer
Tel.
914023930

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O
que é o projecto "REPAVI"?
O projecto visa a monitorização dos níveis das vibrações provocadas
pela actividade das pedreiras existentes no concelho de Alenquer e a
monitorização dos trabalhos de recuperação paisagística que incumbem
a essas pedreiras. Pretende-se também sensibilizar a população
escolar do concelho para os problemas ambientais decorrentes da
actividade em causa.
Onde está
a ser executado?
As acções estão a
ser implementadas no concelho de Alenquer, ao longo do eixo ALENQUER
– OTA – ABRIGADA, onde está localizado o maciço calcário da
Carapinha e das Serras de Ota e Atouguia, bem como no cone vulcânico
de Meca. |
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Qual a
duração do projecto?
O projecto teve
início em Outubro de 2004 e previa uma fase inicial experimental,
com duração de um ano, após o qual foi avaliado, prosseguindo a sua
execução por tempo indeterminado. |
 Porquê
o projecto REPAVI?
O maciço calcário
Atouguia – Carapinha desenvolve-se em 8 Km de comprimento por dois de
largura, com uma espessura média de cerca de 250 metros. Segundo
Zbyszewski (Carta Geológica de Portugal) trata-se de calcários recifais,
do Jurássico Superior, pertencentes ao Corálico do Amaral dos Calcários da
Ota.
Neste maciço existem
dois grandes núcleos de pedreiras, um dos quais, situado imediatamente a
Norte de Alenquer, no maciço da Carapinha, explorado por várias empresas,
totalizando uma área de reserva de 400 hectares e 270 milhões de toneladas
de inertes. A exploração anual é de 5 milhões de toneladas.
Há queixas da população
residente na área circundante destas pedreiras, nomeadamente em Carapinha,
Cheganças, Albarróis, Fiandal, Canados, Bogarréus, Casais Falgar, Casais
Pereira Lima, da ocorrência de explosões com grau de intensidade que
provoca fissuras nas paredes das casas, ou até em lagares e depósitos de
vinho, e da ocorrência ocasional de vidros partidos.
O outro núcleo, situado
na zona das Serras de Ota e Atouguia, é constituído por reservas de cerca
de 200 hectares, exploradas sobretudo por uma empresa cuja área de reserva
atinge os 100 hectares. A restante exploração é realizada por pequenas
empresas vocacionadas sobretudo para a produção de pedra de calçada.
Regista-se igualmente a
queixa das populações residentes na zona envolvente, designadamente Ota,
Marés e Atouguia, da ocorrência de rebentamentos cuja intensidade provoca
idênticos estragos nas construções urbanas.
Existe ainda nas
imediações deste maciço calcário um terceiro núcleo de pedreiras, situado
no cone vulcânico de Meca, com uma área de reserva de cerca de 13
hectares, onde está licenciada uma pedreira de basalto com uma capacidade
de exploração de 135 mil toneladas por ano. Registam-se queixas
semelhantes quanto à ocorrência de rebentamentos. Há rebentamentos
ocasionais ocorridos nestes núcleos que chegam a ser sentidos a
quilómetros de distância. Alguns populares apontam o uso de material
explosivo e de técnicas de rebentamento não permitidas pelas normas em
vigor.
Dadas
as suas dimensões e a sua proximidade de centros populacionais ou de zonas
habitadas, as pedreiras do concelho são, assim, fonte de incómodos e
prejuízos de diversa ordem.
Quatro
tipos de impactes negativos estão habitualmente associados à laboração de
indústrias extractivas a céu aberto: ruídos, vibrações, poeiras e
degradação paisagística dos locais de laboração. Com este projecto
pretende-se participar activamente na monitorização de dois importantes
tipos de impactes negativos deste tipo de indústrias: as vibrações e a
degradação paisagística.
As
vibrações, provocadas pelo desmonte de rocha com explosivos, são o impacte
negativo mais referido pelos residentes em zonas adjacentes e, segundo
estes, causam, com alguma frequência, danos em edificações que se
traduzem, entre outros, pelo surgimento de fissuras nas paredes das
construções.
Assim,
para a monitorização deste tipo de impacte, preconiza-se o registo das
vibrações através de aparelho adequado instalado em locais seleccionados e
a comparação dos dados obtidos com os mapas de fogo que, por lei, devem
ser preenchidos. Pondera-se também a instalação de testemunhos de gesso em
edifícios seleccionados, com vista a poder ser aferida a relação
explosão-vibração-dano.
Julga-se, ainda, que o
conhecimento, pelos responsáveis das pedreiras, da instalação de um
aparelho de registo de vibrações junto destas indústrias poderá funcionar
como um factor de dissuasão, fazendo com que sejam adoptados procedimentos
mais criteriosos e inócuos para terceiros, nomeadamente a adopção de
esquemas de fogo adequados. Por outro lado, espera-se que a colaboração
com os residentes nas áreas adjacentes dessas indústrias possa atenuar o
actual sentimento de impotência e desânimo face à actuação, muitas vezes
sentida como discricionária, de tais indústrias.
A degradação da paisagem
nos locais de laboração de pedreiras é, já no presente mas sobretudo a
médio e longo prazo, um impacte importante, e aquele que maior horizonte
temporal tem, persistido muito após a cessação das actividades
extractivas. Neste aspecto, a experiência das poucas pedreiras do concelho
cuja laboração já cessou não augura boas perspectivas para o futuro. A
título de exemplo, basta citar a pedreira desactivada imediatamente a
norte da vila de Alenquer que, até à data, e após vários anos não foi
objecto de qualquer intervenção de recuperação ambiental e paisagística.
A recente legislação que
regulamenta este tipo de actividade extractiva (Decreto-Lei 270/2001, de 6
de Outubro) prevê que seja feita a recuperação faseada dos locais da
laboração. Assim, sempre que possível, o Plano Ambiental e de Recuperação
Paisagística (PARP) deve contemplar medidas de minimização de impactes a
serem postas em prática ainda na fase extractiva (utilização de detritos e
terras de cobertura para colmatar áreas de extracção abandonadas,
plantação de árvores em zonas limítrofes, etc).
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Objectivos
do projecto
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Monitorizar
os níveis das vibrações causados pelos desmontes, nas pedreiras
localizadas nos núcleos supracitados;
-
Identificar
os responsáveis pelas infracções cometidas;
-
Promover
a adopção de boas práticas de desmonte nas pedreiras da região;
-
Sensibilizar os
responsáveis para a necessidade de promover a recuperação
paisagística dos locais de laboração, em conformidade com os
PARP’s;
-
Divulgar
a informação e a experiência através de redes de escolas e de
associações que se dediquem à defesa e conservação do ambiente.
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Acções a
desenvolver:
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Estudo dos PARP's
das pedreiras do concelho e das medidas de recuperação
paisagística previstas
-
Contactos
com as
entidades responsáveis pelo licenciamento e pela fiscalização das
pedreiras, visando uma colaboração mais estreita
-
Levantamento
in loco das medidas de mitigação e de recuperação
paisagística previstas e concretizadas
-
Selecção de uma
rede de locais para instalação do sismógrafo
-
Aquisição de um
sismógrafo
-
Formação da equipa
de operadores
-
Monitorização, com
medições dos níveis das vibrações ocorridas e análise de dados
-
Divulgação através
de página WEB de regulamentação em vigor e dos dados relativos à
monitorização efectuada
-
Divulgação do
projecto na comunicação social
-
Divulgação do
projecto nas escolas do concelho, através de colóquios e
exposições, ou através da actividade regular da Alambi nos
conselhos de Eco-Escolas que integra
-
Formação dos
professores e turmas interessadas interessadas em participar no
projecto
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Divulgação do
projecto através de exposição na Feira de Ascensão
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Avaliação
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Depois
de conseguido o financiamento e da selecção do modelo adequado a Alambi
adquiriu um sismógrafo modelo Mini Seis II, fornecido pelo empresa
"Vórtice". Depois da formação de operadores o sismógrafo encontra-se já
instalado junto das pedreiras da Carapinha registando todas as ocorrências
em termos de vibrações.
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O Equipamento de monitorização de
vibrações adquirido e Formação de operadores na sede da Alambi |
Instalação do sismógrafo em terrenos
adjacentes das pedreiras |
O conhecimento, pelos responsáveis das
pedreiras, da instalação de um aparelho de registo de vibrações junto
destas indústrias poderá – segundo o coordenador do REPAVI – funcionar
como um factor de dissuasão, fazendo com que sejam adoptados procedimentos
mais criteriosos e inócuos para terceiros, nomeadamente a adopção de
esquemas de fogo adequados.
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